Raku

No passado mês de Julho orientei um workshop de Raku, aberto a todos os que trabalham no Centro de Reabilitação onde fui professor durante 25 anos.

O Raku é uma técnica da Cerâmica que, para além dos efeitos sempre inesperados e fantásticos nas peças, é mais rica e interessante se for executada em grupo com pessoas que, mesmo sem conhecimentos da área, tenham vontade de experimentar e aprender divertindo-se. O Raku é essencialmente uma atividade social.

Com um grupo de 16 pessoas iniciamos a modelação de peças, entre elas uma caneca para chá, que depois de chacotadas foram utilizadas na sessão de Raku.

No dia do Raku começamos por experimentar a Obvara, uma técnica que não necessita de vidrados. Quando atingem os 900 °C as peças são mergulhadas numa solução de farinha e fermento e a seguir em água.

Também nesta fase experimentamos a decoração das peças com pêlo de cavalo.

Por fim, já com a velatura da noite a cobrir-nos, veio o grande espetáculo de fogo do Raku. Com as peças vidradas, estas foram cozidas e retiradas entre os 900 e os 1000°C e abafadas em latas com serrim, papel ou folhas secas, de forma a provocar uma redução e uma consequente alteração dos efeitos dos vidrados, e depois mergulhadas em água. Os vidrados adquirem um aspecto metálico e sofrem o efeito de craquelé pelas mudanças bruscas de temperatura.

Com cheiro a fumo, mas animados, concluímos o workshop com chá bebido pelas canecas cozidas ali. Obrigado a todos os que participaram.

Aqui ficam alguns VÍDEOS e fotos sobre os vários momentos da atividade, com imagens de Joaquim Pereira e Isabel Pereira

 

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Meu Trabalho

Rui Paiva

“Nascemos, crescemos e aqui chegados somos uma soma sem fim de sentimentos, de saberes e de sentidos. Este caminho levou-me a dar um pouco do todo que outros, para sempre nas memórias mesmo quando não os lembro, me deram desde o princípio.

Ao longo do meu trabalho utilizo materiais variados. Cada elemento tem a sua personalidade que muitas vezes me encaminha para um processo artístico específico ou de combinação com outros materiais.”

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Num diálogo constante entre os diferentes materiais entre si, e entre mim e eles, nascem objectos que trazem consigo as texturas desse nosso encontro.

Nalguns casos, as velaturas dos óxidos e da porcelana vêm completar esse processo de construção.